O autismo e a pessoa idosa

Ao falarmos sobre autismo, nos deparamos com uma vasta gama de manifestações. Em função desta diversidade de características, hoje, optou-se por utilizar o termo Transtorno do Espectro Autista – TEA.

Considerado um transtorno de desenvolvimento, pode ser diagnosticado a partir dos 18 meses de idade. No entanto, realizar o diagnóstico nem sempre é simples, podendo a pessoas ser classificada com Transtorno Obsessivo Compulsivo, Déficit Intelectual ou ainda apenas serem consideradas como pessoas difíceis de lidar ou com manias comportamentais.

Pelo fato de a pessoa poder apresentar diferentes graus de comprometimento, pode ocorrer das pessoas chegarem a idade adulta ou velhice sem serem diagnosticadas.

Desta forma a manifestação do TEA pode se dar de forma muito leve, possuindo o indivíduo grande capacidade intelectual, ou se apresentarem situações do mais alto nível de dependência.

Quando se busca identificar a presença do TEA em pessoas com idade adulta, no geral é importante ir observando se há a manifestação de alguns comportamentos como:

• Evitar de forma persistentemente interações sociais;
• Apresentar dificuldade para desenvolver amizades;
• Buscar ficar sozinho por períodos prolongados;
• Ter problemas para se comunicar verbalmente;
• Ser metódico;
• Repetir assuntos e comportamentos;
• Dificuldade em interpretar gestos, expressões faciais e entender o outro, ou seja, indivíduos pouco empáticos;
• Dificuldade para verbalizar seus pedidos;
• Repetição na vestimenta e no hábito alimentar;
• Dificuldade para falar de maneira mais delicada, sendo diretos na linguagem;
• Ter certa obsessão por seguir regras e detalhes sequenciais de tarefas;
• Tender a se irritar quando as coisas saem da rotina;
• Ter problemas com o sono.

Como proceder se for identificado algum espectro em pessoas idosas?

A medida que identificado o TEA na pessoa idosa, a intervenção de diferentes áreas profissionais como medicina, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional pode possibilitar um impacto positivo para gerar maior qualidade de vida e desenvolvimento para o indivíduo.

As pessoas idosas que apresentam o TEA, em especial que não foram diagnosticadas, no decorrer de sua trajetória de vida, podem ter passado por muita angústia, tristeza, isolamento e julgamento em função dos seus comportamentos. Neste sentido contar com um ambiente acolhedor, com estimulações para a interação social são fundamentais para proporcionar maior qualidade de vida.

Na instituição Vitória Residence os residentes encontram uma equipe multiprofissional composta por médicos, psicólogo, fisioterapeuta, enfermeiros, fonoaudiólogo, nutricionista, gerontóloga e cuidadores, oferecendo cuidado especializado e qualificado para o manejo de diferentes patologias.

Desta forma, idosos com o TEA podem se beneficiar, contando com uma rotina que envolve estimulação através de oficinas, apoio para a interação social, espaço para acolhimento, sempre visando saúde, conforto e bem-estar para os residentes.

Elaine Aparecida Lorenzato
Psicóloga
CRP 06/26352-4

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